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“Você também é uma manifestação da divindade. Não existe um Deus como pessoa em algum lugar. Deus está espalhado em todos os lugares, nas árvores, nas montanhas, nos rios, nos pássaros, nos homens, nas pedras.
Meditar é uma forma de encontrar a divindidade em seu próprio ser.”
De: Prem Abodha


Realmente, cada um precisa fazer o seu caminho e descobrir em si mesmo qual a escolha que lhe diz respeito, porque não se pode aceitar tudo o que se diz por aí. Tive a oportunidade de ouvir rapidamente três versões sobre o tema 2012. Uma declara que terá que acontecer catástrofes porque o mundo não poderá mais continuar do jeito que está. Outra acredita que tudo é uma continuação e que a religião está aí mesmo para dar o sentido de eternidade a todos nós, independentemente da sua crença, visto que essa seria a necessidade do ser. Ainda outra, acha que tudo isso era uma bobagem só, que os maias encerraram o seu calendário naquele ano por falta de maiores conhecimentos ou por preguiça mesmo.

Havemos que respeitar a opinião/crença de todos, afinal, cada um constrói os seus fundamentos filosóficos e/ou científicos  sobre a base que pode, e como ninguém tem a verdade integral, porque toda verdade é apenas meia-verdade, vamos convivendo do melhor modo possível, sem que se precise catequizar pessoa alguma e muito menos ir atrás de crenças alheias.

O que temos, de fato, é o conhecimento de que uma era se encerra e outra se apresenta. Isso não é novidade nenhuma. A história é a prova de que sempre foi assim; a arqueologia demonstra através de escavações que  muitas civilizações existiram e depois deram lugar a outras e outras; os escritos esotéricos/metafísicos…enfim, há provas, indícios e constatações que dão conta de que tudo em nosso universo é cíclico. Portanto, entrar em uma nova era não seria nada de mais, se não fossem as polêmicas, os achismos e as tentativas de induzir crenças já fora de contexto.

Gostaria de, neste momento, em que vamos iniciar o ano de 2012, conclamar a todos os leitores do blog a refletirem em seu próprio desejo com relação ao seu destino e ao da Terra; voltarem para dentro de si mesmos e buscar naquele espaço sagrado, mais recôndito, a sua verdade… e segui-la com confiança, certos de que tudo está certo, conforme se apresentar, e que precisamos apenas obedecer aos sussurros da nossa alma que tudo sabe. Temos que continuar a nossa trajetória, recuperar a conexão que pensávamos perdida, nos render ao espírito, realizar aquilo que acreditamos seja adequado para nós, quer seja meditar, contemplar, visualizar com intenção, andar na praia, rir muito, amar muito a todos, rezar, decretar, entoar mantras e tudo o que for para nos conectar com a nossa verdade interior.

Não vamos nos deixar levar nem pelo pessimismo de uns nem pelas tentativas de sedução de outros para seguirmos esse ou aquele caminho. Neste momento não podemos e nem devemos titubear, ceder espaço ou deixar pra lá. A nossa vida está em jogo, a nossa missão aqui na Terra e também o nosso futuro e o do nosso lar. Somos privilegiados. Por isso precisamos ser gratos por tudo o que estamos presenciando e sentindo, afinal, o nosso amado corpo físico está passando por transformações jamais cogitadas. Tenhamos paciência com ele e vamos dar-lhe o nosso carinho, cuidado, afeto: ele é nosso aliado e é devido a ele que podemos estar aqui e agora.

Cuidemos também do nosso corpo mental, tão sobrecarregado com as muitas preocupações cotidianas e aquelas que inventamos. Procuremos sossegá-lo para que ele nos dê boas ideias para manifestar em nossas vidas e não criar doenças reais ou imaginárias por conta de um desequilíbrio tão desnecessário quanto deletério.

E o que dizer do nosso corpo emocional? Ah! Sim, este então, perde a serenidade ao menor sinal de desarmonia interna ou externa. Ele também precisa ser vigiado de perto para não entrar nas demandas do ego e estragar tudo. Afinal, temos que alinhar todos os nossos corpos ditos inferiores com a vontade do espírito para o nosso bem maior.

Citei quatro corpos porque temos que levar em consideração o corpo Elemental, aquele que foi concebido para nos auto curar e que tudo sabe, embora esteja um tanto esquecido pela falta de uso de suas capacidades. Havemos de despertá-las novamente e fazer com que todos os corpos, em uníssono, possam colaborar para o todo maior.

Desse modo, chegaremos aonde temos que chegar sem expectativas ou apreensões, apenas com a certeza, a confiança e a segurança de que estamos na trilha certa, e no momento adequado saberemos o que fazer, sem qualquer dúvida. Para tanto, temos que ter muita fé em nossas escolhas e reconhecer que estamos fazendo o que é para ser feito, sem inventar nada ou querer imitar alguém, mas ficar firme como uma rocha, porque estaremos certos de ter feito o nosso dever de casa. É só não perder o foco e assumir as rédeas da vida que nos foi tão generosamente ofertada e que aceitamos de bom grado.

Ivete Adavaí – 22/12/2011

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